sábado, fevereiro 20, 2010

Plástico biodegradável já é fabricado no Brasil


Sacolas plásticas que se decompõem em 18 meses nos aterros sanitários, pratos e copos descartáveis e biodegradáveis feitos de resina de milho e mandioca, sachês plásticos de detergente que se desmancham em contato com a água. Tecnologia para o futuro? Não, todos os produtos são hoje uma realidade no Brasil, onde, além de toda a praticidade e diversidade de uso que proporciona, o plástico agora pode ser ambientalmente correto.
Sacolas de compras e de supermercados, sacos de lixo, canetas, pratos, talheres, copos, cobertura para fraldas, vasos de plantas e até alças e ornamentos de urnas funerárias, assim como qualquer outro item feito com o
material, podem ganhar características de degradabilidade,
biodegradabilidade, compostabilidade e/ou hidrossolubilidade se produzidos a partir de aditivos inertes ou matéria prima de origem vegetal importados com exclusividade pela rEs Brasil, empresa de representação, distribuição e licenciamento industrial sediada no município de Cajamar, no estado de São Paulo, a 41 quilômetros da capital.
Detentora de tecnologias inéditas no Brasil, a empresa fornece às fábricas de plásticos aditivos que, adicionados aos plásticos comuns, tornam o produto final degradável e biodegradável. Em outros casos, a rEs Brasil distribui matéria prima de origem vegetal para fabricação de artigos
biodegradáveis e compostáveis. Outros produtos podem ainda ser solúveis em água. Dessa forma, são rapidamente absorvidos na natureza e em alguns casos podem até servir de adubo e alimentação animal, eliminando o descarte em
aterros sanitários (onde levam até 100 anos para se decompor) e deixando de poluir rios, lagos e oceanos.
O diretor superintendente da rEs Brasil, Eduardo Van Roost, destaca que os produtos de plástico "verde", longe de ser apenas um ideal, já estão em plena fabricação no Brasil. "Trazemos o know how, distribuimos aditivos ou matérias primas e licenciamos fabricantes dos produtos finais", explica.
Segundo ele, a rEs Brasil já tem contratos com seis empresas, entre elas três líderes no mercado nacional de embalagens, que por sua vez estão na fase de desenvolvimento de produtos ou de comercialização de envases com esse material para finalidades específicas, como frascos para a indústria de cosméticos e sacolas de compras para supermercados e lojas. Um outro contrato é com uma fábrica de ornamentos de urnas funerárias localizada em Santa Bárbara D'Oeste. "A matéria prima é 97% nacional no caso dos produtos aditivados. O aditivo representa apenas 3% do material", afirma Van Roost.
Como funciona
Explicando de maneira simplificada a ação do aditivo, o empresário afirma que ele fragiliza as ligações entre as moléculas de carbono que formam o plástico, fazendo com que o material comece a se degradar sob condições comuns ao meio ambiente ao ser descartado no lixo. Posteriormente à degradação, os pequenos fragmentos resultantes serão mais facilmente digerido pelas bactérias e fungos existentes na natureza. "Uma vez quebradas as cadeias de carbono e hidrogênio do plástico comum, os átomos de carbono livres se ligam ao oxigênio da atmosfera formando dióxido de carbono. Os átomos de hidrogênio livres se ligam também ao oxigênio, formando água. Essas são as mesmas substâncias que os seres vivos exalam na respiração", afirma.
O tempo de decomposição, acrescenta Van Roost, também pode ser regulado de acordo com a finalidade do produto. Essas propriedades não alteram nenhuma das características originais do plástico comum. Os produtos finais aditivados são totalmente recicláveis, de acordo com o superintendente da rEs Brasil.
Custos
Apesar de representar um pequeno aumento de custo em relação ao plástico comum, a versão aditivada ainda tem preço menor do que o papel, opção utilizada na confecção de sacolas por empresas que dão preferência ao
material por ele ser 100% orgânico. Apesar de ecologicamente viável, o papel é mais caro porque é uma matéria prima renovável.
Com uma provável boa receptividade do mercado, em tempos "ecologicamente corretos" e "ambientalmente exigentes", a expectativa é que os produtos de plástico biodegradável tenham seu custo reduzido. Uma possível ampliação da produção das empresas que já utilizam o material poderia deixar o preço das sacolas biodegradáveis apenas cerca de 15% acima do das sacolas feitas com
plástico comum.
100% orgânico
Além do aditivo que fragiliza as moléculas do plástico comum, feito com polietileno ou polipropileno, a rEs Brasil traz para o Brasil resinas de amido feitas principalmente de mandioca, milho ou batata (não transgênicas), que resultam em um plástico 100% orgânico. O filme resultante se deteriora pela ação de microorganismos em contato com o solo, em contato com resíduos orgânicos e em ambientes de compostagem e de aterros sanitários, os chamados
lixões, em um período de 40 a 120 dias, se transformando em um composto orgânico que pode ser usado como humus na adubação, segundo Van Roost.
Outra matéria prima representada pela empresa é destinada à fabricação de plástico hidrosolúvel, à base de álcool polivinílico que se desmancha em contato com a água sem deixar resíduos tóxicos ou nocivos. A principal aplicação desse material é no envase de detergentes, desinfetantes e saponáceos em pó que podem ser jogados diretamente na máquina de lavar roupa ou louça e no vaso sanitário.
Todas as resinas, matérias primas e aditivos importados e representados com exclusividade pela rEs Brasil, destaca Van Roost, são inofensivas à saúde e ao meio ambiente, recebendo certificações de órgãos europeus e norte americanos para contato com alimentos, de degrabilidade e biodegradabilidade, compostabilidade e hidrossolubilidade, conforme o caso. "Nenhum desses produtos deixa resíduos ao meio ambiente e à vida".
A empresa
A rEs Brasil é uma empresa brasileira, com sede em Cajamar, a 41 quilômetros de São Paulo, pioneira na América do Sul na comercialização de matérias primas biodegradáveis e compostáveis e de serviços diretamente ligados à busca de soluções inovadoras e ideais para o problema da geração e destinação final de resíduos sólidos.
A rEs Brasil atua ainda na distribuição dos materiais e licencia as empresas brasileiras interessadas na fabricação dos produtos finais. Através de parcerias com outras empresas, a rEs Brasil presta serviços de consultoria e assessoria para organizações, escolas e governos na obtenção de certificados ISO 14.000 e especialmente na busca de soluções para a redução dos resíduos ou seu uso na compostagem, quando aplicável.
A rEs Brasil possui parceria internacional com a rEs S.A., empresa européia com sede em Luxemburgo e escritórios em Bruxelas que pesquisa e desenvolve seus próprios materiais e procura no mercado mundial produtos que visam diminuir ou anular os danos ao meio ambiente causados pelo lixo, em especial pelos produtos descartáveis de plástico comum.
Os materiais da rEs Brasil têm características físicas e mecânicas idênticas ao plástico comum, são totalmente degradáveis, biodegradáveis e compostáveis. Em alguns casos são ainda hidrosolúveis. Todos os produtos que usam a matéria prima podem ser processados com as mesmas máquinas e com as mesmas tecnologias aplicadas ao plástico convencional, como injeção em molde, sopro, laminação, termoformação e extrusão.
Entre as empresas que já fabricam ou testam produtos com as matérias primas da rEs Brasil estão:
AB Plast, de Joinville, Santa Catarina, que produz frascos, tampas e espátulas para indústria de cosméticos;
PraFesta, de Mairiporã, São Paulo, que fabrica talheres, pratos, bandejas e outros artigos descartáveis para festas e eventos;
Sol Embalagens, de Caieiras, São Paulo, que fabrica e fornece sacolas para supermercados;
Nobelplast, de São Paulo, que produz sacolas, materiais promocionais, filmes técnicos, envelopes e envelopes de segurança para bancos, Correios e Telégrafos e couriers;
NPP Termoplástico, de Santa Bárbara D'Oeste, na Região Metropolitana de Campinas, que fabrica ornamentos e alças para urnas funerárias.
Outras duas empresas estão em fase de testes mas consideram prematura a divulgação de seus nomes.
Algumas considerações sobre plásticos, meio ambiente e mercado:
Plásticos são produzidos a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas do petróleo. O uso de embalagens plásticas está crescendo em todo o mundo, e, embora estes materiais representem apenas cerca de 7% de todo lixo sólido depositado em aterros sanitários, atingem 60% do volume porque têm baixa densidade. Outras características que classificam o plástico como um material potencialmente prejudicial ao meio ambiente são: descartabilidade, que leva os produtos acondicionados em embalagens plásticas a serem os preferidos para consumo fora do ambiente residencial; resistência à degradação e leveza, que os faz flutuarem em lagos e cursos d'água.
Apesar disso, a contribuição dos plásticos nas emissões de poluentes é ainda menor que sua percentagem nos depósitos de lixo. Provou-se que não há nenhuma relação entre os plásticos existentes nesses depósitos e a formação
de dioxinas (composto químico tóxico proveniente de fontes naturais ou artificiais, como lixo médico e doméstico e restos industriais originários da produção de papel).
Ainda nos depósitos de lixo, os materiais supostamente degradáveis, como o papel, não se decompõem tão facilmente quanto se imagina, pela própria insuficiência de oxigênio nestes locais. Muitas vezes, os produtos da decomposição podem representar um impacto mais nefasto sobre o meio ambiente que os plásticos, que são inertes.
Do total de embalagens consumidas no Brasil em 1997, cerca de 25% eram plásticas. Na Europa Ocidental, continente com alto grau de conscientização ambiental, o plástico responde por 50% do total do mercado de embalagens.
No Brasil, cerca de 700 milhões de sacolas plásticas de compras são utilizadas mensalmente pelas redes de supermercados. A maioria depois serve para condicionar lixo doméstico e é depositada em aterros ou descartada na natureza, onde leva até 100 anos para se decompor. Nos mares, onde parte das sacolas vai parar, são confundidas com águas-vivas, uma das fontes de alimentação das tartarugas, que morrem ao ingeri-las. Por conta disso, algumas redes varejistas brasileiras mostram-se preocupadas com a situação, pois não querem suas marcas associadas à poluição ambiental e vêem as sacolas biodegradáveis como opção viável economicamente, ecologicamente correta e interessante do ponto de vista mercadológico.
As embalagens plásticas biodegradáveis podem substituir gradativamente as tradicionais, reservando ao plástico comum aplicações de caráter mais duradouro, como móveis de jardim.
Tempo de decomposição dos resíduos
Papel: 3 a 6 meses
Jornal: 6 meses
Palito de madeira: 6 meses
Toco de cigarro: 20 meses
Nylon: mais de 30 anos
Chicletes: 5 anos
Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
Fralda descartável comum: 450 anos
Lata e copos de plástico: 50 anos
Lata de aço: 10 anos
Tampas de garrafa: 150 anos
Isopor: 8 anos
Plástico: 100 anos
Garrafa plástica: 400 anos
Pneus: 600 anos
Vidro: 4.000 anos
Fralda descartável biodegradável: 1 ano
Sacolas biodegradáveis: em média 18 meses
Fonte: Sammya Araújo

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

O valioso tempo dos maduros

O valioso tempo dos maduros
(Mário de Andrade)

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

Curta o carnaval - regras do minimo impacto

Curta as férias.
E deixe o ambiente em paz.

cortesia : MUNDO VERTICAL acesse aqui.


Regras de mínimo impacto.
1. Planejamento é fundamental.

  • Entre em contato prévio com a administração da área que você pretende visitar para conhecer os regulamentos e restrições existentes.

  • Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade.

  • Viaje em grupos de até 08 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menor impacto.

  • Evite viajar para as áreas mais populares nos feriados prolongados ou férias.

  • Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo para trazê-lo de volta.

  • Escolha as atividades que você vai realizar conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.
2. Você é responsável pela sua segurança.

  • A busca e o resgate em ambientes naturais são caros e complexos, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto não se arrisque sem necessidade.

  • Calcule o tempo total da viagem e deixe o seu roteiro com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, se necessário.

  • Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que levam e a data/hora esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.

  • Aprenda técnicas básicas de segurança como: primeiros socorros, navegação, radiocomunicação e etc. Para tal procure os clubes excursionistas, escolas de escalada e etc.

  • Tenha certeza que você dispõe do equipamento adequado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. Leve sempre: lanterna, agasalho, capa de chuva, estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.

  • Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou guias particulares. Visitantes inexperientes podem causar impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.
3. Cuide das trilhas e dos locais de acampamento.

  • Mantenha-se nas trilhas pré determinadas. Não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição de raízes e plantas inteiras.

  • Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.

  • Ao acampar, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré estabelecidos e a mais de 60 metros de qualquer fonte de água.

  • Não cave valetas ao redor das barracas, escolha um local melhor e use um plástico sob a barraca.

  • Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte, não arranque a vegetação e não remova pedras.
4. Traga o seu lixo de volta.

  • Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, com certeza, poderá trazê-la vazia.

  • Ao percorrer uma trilha ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros!

  • Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente e os animais podem cavar e espalhar o lixo.

  • Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações na área, cave um buraco com 15 centímetros de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, de preferência em locais onde não seja necessário remover a vegetação.
5. Deixe cada coisa em seu lugar.

  • Não construa estruturas como: bancos, mesas, pontes e etc. Não quebre ou corte os galhos das árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.

  • Resista à tentação de levar lembranças para a casa. Deixe pedras, artefatos, flores e conchas onde você encontrou para que outros também possam apreciá-los.

  • Tire apenas fotografias, deixe apenas pegadas e leve para a casa apenas suas memórias.
6. Não faça fogueiras.

  • Fogueiras matam o solo, enfeiam os locais de acampamento e são a maior causa de incêndios florestais.

  • Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido, limpo e prático do que acender uma fogueira.

  • Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna em vez de uma fogueira.

  • Se, mesmo assim, você realmente precisar acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos e, somente se as normas da área permitirem.

  • Mantenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada pelo chão.

  • Tenha absoluta certeza de que a fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.
7. Respeite os animais e as plantas.

  • Observe os animais a distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.

  • Não alimente os animais. Eles podem mudar seus hábitos e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos.

  • Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.
8. Seja cortês com os outros visitantes.

  • Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece. Deixe rádios e outros instrumentos sonoros em casa.

  • Deixe os animais domésticos em casa. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o sob controle todo o tempo, incluindo evitar latidos ou outros ruídos. As fezes dos animais também são de sua responsabilidade e devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, verifique com antecedência.

  • Cores fortes como branco, azul, vermelho ou amarelo, devem ser evitadas pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos com cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito freqüentados.

  • Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo essas regras de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

Do parceiro Mochileiro.tur


Sobre a mochila...

Qual mochila levar?

"O objeto principal de um mochileiro, existem diversos tipos de mochilas no mercado, divididas basicamente em 4 tipos: Ataque, Cargueira, Viagem e Hidratação.

As mochilas de ataque são menores (até 30L) e são ideias para viagens de fim de semana, uso urbano, trekking de um dia, ou um dia de esporte radical (trekking, canoagem, biking, rapel, etc.), são mais leves que as cargueiras e de manuseio mais simples.

Cargueiras são mochilas maiores utilizadas para viagens grandes, expedições e campings, onde a pessoa pretende levar saco de dormir, barraca, utensilios de cozinha, etc. existem mochilas cargueiras de 100L, esse tipo de mochilas possuem fitas no seu lado externo para poder carregar mais "tralhas" do lado de fora, como seu isolante térmico e suas panelas.

As mochilas de Viagem são como "malas", nelas as suas coisas vão ficar mais arrumadas, e é utilizado para viagens grandes, onde a pessoa não quer ou não gosta de usar malas. Essas mochilas tem compartimentos e prendedores para deixar suas roupas no lugar, ideal para quem não vai levar equipamentos (barracas, isolantes, etc.) e vai viajar de ônibus ou avião., normalmente esse tipo de mochila vem com uma daypack destacável para utilizar durante o dia ou levar a bordo do avião.

Por último as mochilas do tipo hidratação são mochilas menores que permite que a pessoa se hidrate mesmo em moviemento, utilizado por pessoas que praticam esportes que utilizam as duas mãos como por exemplo cliclismo e montanhismo, perminto que a pessoa se hidrate sem utilizar as mãos, além do sistema de hidratação essas mochilas tem pequenos compartimentos para levar objetos como mapas, máquinas fotográficas e GPS."

Nesses links você encontra outras dicas sobre a mochila, qual usar, como usar, como arrumar:

- Alta Montanha

Fonte: Carajas

O que levar na mochila?

de VEJA.

vale para o verão...

O que levar em um acampamento?
Dicas para escolher roupas e calçados
e como arrumá-los na mochila


Raquel Hoshino

Algumas coisas são essenciais, outras dependem do clima de onde se vai acampar e das atividades que você irá fazer (raftings, caminhadas, visita a museus, tomar sol na praia) durante a viagem. Analise o clima do local e só então separe as roupas. Lembre-se também de não levar os melhores itens de seu armário. Coloque na mochila as "roupas de briga", aquelas que possam ser manchadas e ficar sujas de lama e terra. Evite levar calçados novos ou que você não tenha "amaciado". Eles costumam provocar bolhas.

ITENS ESSENCIAIS
. Kit de primeiros socorros (com remédios que utiliza normalmente)
. Canivete afiado
. Lanterna (com pilha sobressalente)
. Capa de chuva
. Cantil ou squeeze para água (caso faça caminhadas ou vá praticar esportes)
. Sacos e sacolas plásticas (para lixo e para guardar roupas e calçados sujos)
. Fósforos e um isqueiro sobressalente (bem fechados em um saco plástico)
. Filtro solar
. Cadeados pequenos (para trancar armários em albergues, a barraca e a mochila)


EMBORNAL
. Prato de plástico ou metal fundo
. Talheres (colher, garfo, faca)
. Caneca de plástico
. Pano de prato


MATERIAL DE HIGIENE
. Shampoo (um tubinho de filme fotográfico é o suficiente para duas ou três lavagens)
. Condicionador
. Sabonete e esponja
. Pasta de dente (caso vá viajar por poucos dias, leve um tubo que já esteja usado)
. Escova de dente
. Fio dental
. Pente ou escova de cabelos (compre uma pequena para economizar espaço na mochila)
. Toalha de banho
. Toalhinha pequena
. Papel higiênico
. Absorventes
. Elásticos de cabelo
. Um pouco de sabão em pó ou um pedaço de sabão em barra


ROUPAS PARA OUTONO E PRIMAVERA
. Camisetas, blusas ou regatas (uma por dia)
. Calcinha e sutiã ou cueca (um por dia)
. Meia (um par por dia)
. Calça (jeans ou de um tecido que seja resistente e dê liberdade de movimentos. Prefira cores escuras.)
. Uma calça sobressalente
. Bermuda ou shorts
. Maiô/biquíni ou sunga
. Um sweater ou um casaco. Em época chuvosa, prefira um impermeável.
. Chinelo
. Tênis / bota de caminhada
. Calçado sobressalente
. Boné ou chapéu (protege do calor, faz sombra e também impede que, à noite, se perca calor pela cabeça).


VERÃO
. Coloque na mochila algum medicamento para queimaduras de sol.
. Leve roupas de tecidos leves e mais shorts e bermudas. Não se esqueça de levar também uma calça e um casaco leve, caso chova ou esfrie repentinamente.


INVERNO
. Tome por base a lista de roupas para primavera e outono e leve a mais:
. Blusões de lã (o ideal é que os blusões não sejam muito grossos e que você possa utilizá-los um por cima do outro caso faça muito frio)
. Camisetas de manga comprida ou blusa tipo segunda pele
. Casaco forrado (se possível com capuz)
. Touca de lã
. Meias mais grossas
. Blusa de gola alta ou cachecol para proteger o pescoço
. Minhocão ou meia-calça (para usar por baixo da roupa)
. Manteiga de cacau, lip balm ou batom (para pessoas com lábios sensíveis)
. Mesmo que seja inverno, leve um short ou bermuda e algumas camisetas de manga curta. Não esqueça do protetor solar e do hidratante.


MATERIAL PARA DORMIR
. Saco de dormir
. Isolante térmico, um pedaço de plástico de bolinhas ou folhas de jornal para impedir que a umidade que vem do solo atinja a sua "cama" e penetre pelas costas
. Cobertor (no inverno)


OPCIONAIS
. Máquina fotográfica, filmes e um saquinho plástico para guardá-la em caso de chuva (para economizar espaço, deixe o saquinho dobrado dentro da capinha da máquina)
. Caderninho de anotações e caneta
. Repelente de insetos
. Óculos de sol, de preferência com armação de plástico
. Livro
. Baralho


Como arrumar a mochila
. Separe tudo o que você vai levar e coloque em cima da cama.
. Veja se dá para deixar alguma coisa em casa ou se dá para diminuir o peso da mala, trocando embalagens grandes de shampoo por outras menores, por exemplo. Se você vai ficar dois dias fora não há razão para levar um tubo de pasta de dentes cheio. Leve um que esteja aberto e assim por diante.
. Pegue sacos e sacolinhas plásticas para embalar as roupas e para colocar a roupa suja.

Há duas maneiras de arrumar uma mochila:
1) Empacotando em um saco plástico cada uma das mudas de roupa (meia, lingerie, bermuda/calça, camiseta).
2) Empacotando em sacos plásticos itens iguais: meia com meia, camiseta com camiseta, etc.
Estando tudo embalado (os plásticos protegem a roupa da chuva), comece a montagem da mochila:
Embaixo, coloque o saco de dormir, que deverá ter sido arejado uma semana antes. Enrole-o bem apertado para diminuir o volume.
Depois, coloque os sacos com as roupas leves (camisetas e bermudas) ou coloque as sacolas com as mudas de roupa.
Em cima delas, as roupas pesadas (calças, casacos e cobertores), os calçados e o embornal.
Em lugares de fácil acesso (como bolsos laterais), guarde o kit de primeiros socorros e tudo o que você possa precisar em uma emergência, como a capa de chuva, o material de higiene, a lanterna, a carteira com dinheiro e documento de identidade e os fósforos.


Dicas para economizar ainda mais espaço
  O pedaço de sabão você pode guardar na saboneteira junto com o sabonete. Aliás, se a viagem for curta, leve meio sabonete.
Compre shampoo 2 em 1 ao invés de shampoo e condicionador.
Se você não se importa de lavar roupa, pode diminuir pela metade a quantidade de camisetas e de lingerie.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

50º - Vale a pena ver de novo.

Vale conhecer esse grupo.

Clique na imagem:
.



Vamos abraçar a idéia.

Série Pirmeiros Passos : Bateria Recarregada a Dedo

DE: Super Interessante

 Bateria recarregada a dedo

"Todos nós já estamos cansados que ler notícias a respeito de projetos que propõem o uso de água, lixo, barulho e muitos outros recursos para produzir energia. Mas os designers Song Teaho e Hyejin Lee inovaram ao inventar um meio de produzir energia que depende, apenas, de um dedo.

 



Trata-se da “Twirling Battery”, uma bateria para celulares que é recarregada a partir de movimentos de rotação feitos com o dedo indicador. Segundo os criadores, são necessárias 130 voltas para que o celular funcione por 25 minutos em standby ou ainda para que uma pessoa possa fazer uma ligação de 2 minutos.

A invenção, claro, não é nada prática – sem contar que os casos de tendinite cresceriam absurdamente, se a moda pegasse. Mas tem gente vendo o lado positivo da história: Song Teaho e Hyejin Lee deram o primeiro passo e, agora, quem sabe, a tecnologia pode ser aprimorada, para um dia se tornar uma alternativa a ser considerada quando o assunto são as energias limpas.

Por enquanto, a invenção pode ser usada nos momentos de Lei de Murphy, em que precisamos do celular exatamente quando ele está sem bateria. Não?
"


Os primeiros passos são sempre os mais importantes.

Amplexos

Sombra da falta de água...

Ontem recebia a informação de que a CEDAE estava cortando a água para uma manutenção.

Bem, tendo em vista o incrivel calor que acomete o Rio nesses dias, entrei em PÂNICO! (para quem não sabe, está fazendo 40º á sombra...)

Então, como dizem os paulistas: logo pensei, como vai ficar o banho depois? e pra dormir e noite?

Infelizmente, não pra economizar muita energia. É ar condicionado, ventilador, Freezer, geladeira aberta toda hora... aproveitamos para desligar equipamentos q aquecem e não precisavam ficar ligados: microondas, impressora, etc...

Aproveitei para por em prática alguns conceitos. Como ainda havia água "na rua", e minha máquina está ligada diretamente antes de subir a caixa dágua, aproveitei para lavar roupa. CALMA! não pensem no desperdício de água. Aproveitando para lavar roupa, usei o sol para secá-las. assim pude lavar uma quantidade maior com a certeza que secaria.
Com a ajuda de uma geladeira térmica (daquelas que parecem com uma latinha de cerveja, no meu caso, uma Bohemia..), uma bacia e um balde, aproveitei a maior parte da agua que a maquina descartou. assim , tinha água suficiente pro vaso sanitario e para dar uma lavada no piso, bastante empoeirado pela secura do ar da rua.
no banho, fiz com mais a finco a técnica de ir fechando a água ao me molhar, ao me emsaboar e enxaguar. foi rápido e deu muito certo.
depois de muita roupa (que secou em no máximo uma hora...), enchi novamente a maquina, agora vazia, e desliguei qdo cheia. usaria aquela água para o que precisasse usar.
deixei louça lavada e tudo arrumado. assim gastei o minimo de energia e água ontem e hoje.

foi uma experiencia bastante interessante.

amplexos

Sempre gostei do Design Futurista...

Vivo fazendo seu papel

 

todos temos que fazer nossa parte.
Afinal, como aproveitar os celulares antigos?

Muito importante, embora não seja muito realizado, é confiar na atitude dos outros.
PRECISAMOS DE ATITUDE!

Pare de lutar pelo Meio Ambiente. Lute pelo Ambiente Inteiro .

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Menos tv, mais horta

Texto via internet, acho que expressa bem a dinâmica que vivemos hoje.
Agora mesmo recebi uma "bronca " da minha esposa: - "Vai ficar i dia inteiro sentado ai, nesse computador?"

Querida, espero que não.

De: Gaiatos e Gaianos - Por Giuliana Capello

Blog Gaiatos e Gaiano

"Menos tv, mais horta



Uma das coisas de que mais gosto na ecovila é a sensação de ter tempo. E o mais estranho é que , quando estou lá, olhar para o relógio é algo que nem de longe passa pela minha cabeça. Incrivelmente, mesmo com a “agenda cheia” (plantar, construir, roçar, limpar, cozinhar, planejar etc.), não é preciso marcar hora para fazer as coisas.

Pode parecer bucólico demais, mas é a pura verdade: acordamos quando os passarinhos avisam que já é de manhã, vamos para o trabalho logo após o café, almoçamos quando bate a fome e o sol encurta nossa sombra. Depois, fazemos uma breve pausa para a digestão, com direito a uma soneca ou uma conversa preguiçosa na varanda. Sem pressa. Em seguida, voltamos ao trabalho para, então, só encerrar no entardecer – quando é hora de voltar para a Casa Clara (nossa casa comunitária), praticar yoga, tomar um banho, meditar, preparar o jantar e sentar em grupo, espalhados na sala, para ouvir histórias, contar as novidades e até reclamar da vida, se preciso for. Ufa! Tudo isso em um único dia!

Sinto que os dias rendem mais, que realizo coisas prazerosas, que meu trabalho faz diferença naquele pedacinho de mundo. É diferente de quando volto para São Paulo e, por dever do ofício, passo horas na cadeira do escritório diante da tela do computador. É como se o tempo fugisse de mim. Quando me dou conta, a manhã já virou tarde, perdi a hora do almoço e vou ter que correr se quiser terminar tudo antes do fim do dia. Sem falar nas outras inúmeras tarefas que parecem pular na minha frente, pedindo urgência. Muitas vezes, vejo o sol cair e penso que não realizei quase nada. O que será que acontece?

(Minha professora de yoga costuma dizer que nós estamos onde nossa atenção está. “Então, escolha estar presente, no aqui e agora”, ela pede. É assim mesmo que sinto: quando estamos remoendo fatos do passado, gastamos energia em algo que não mudará mais. Ao passo que, se estamos adiantados no tempo, sofremos ou sorrimos por antecipação, herdeiros que somos de um mundo mais que ansioso.)

Para mim, essa sensação de perda ou falta de tempo está relacionada ao período (ainda longo) que invisto vivendo sob a mediação de uma tela, que pode ser a do computador ou da tv, tanto faz. É como se o tempo tivesse um ritmo próprio, que foge do meu controle, que corre sem sintonia com nenhum ciclo da natureza. É artificial, quase plastificado. O download demorou a ser completado e o dia acabou. A caixa de e-mails estava cheia (de porcarias e apenas duas mensagens realmente importantes) e perdi horas tentando tirar da frente aquilo que brandia como um atraso ou falta de eficiência para dar conta de tudo. Baahh!

Numa apologia clara e explícita ao tempo do agora, ouso dizer que a sustentabilidade também deve ser companheira do momento presente. Não dá para pensar em melhorar o mundo se não temos tempo nem para um almoço minimamente tranquilo, certo? Ou para brincar com os filhos, visitar a família, fazer uma surpresa a um amigo ou ficar em casa sem fazer nada (o vazio, às vezes, é o que falta para que algo novo possa “caber” em nossas vidas). Se não temos uma rotina sustentável, como poderemos acreditar que o mundo pode ser mais sustentável? Menos tv e mais horta será meu lema na ecovila. Nada de perder tempo com programas inúteis. Trabalhar na horta (e em tudo o mais que houver de importante) faz o dia – e a vida – valerem muito mais.

Foto: Como já cantava Cartola: "Alvorada lá no morro, que beleza!" Assim é o amanhecer na ecovila..."
Amplexos